sábado, 15 de março de 2014

CF 2014 - VIA SACRA



CELEBRAÇÃO DA VIA-SACRA

     (A Cruz do Senhor, com uma faixa de tecido branco nos braços, é levada à frente pelos participantes, acompanhada de velas acesas.)
Acolhida
Animador – Meus irmãos e minhas irmãs, celebrar a Via Sacra é seguir os passos de Jesus. São passos de quem teve a coragem de enfrentar a morte por amor, pois resultam em libertação dos males. A morte de Jesus na cruz se reverte em vida para todos, especialmente os pobres e oprimidos. Tomar a cruz a cada dia é condição para ser discípulo ou discípula de Jesus. Como Ele, não devemos ter medo da cruz. Vamos pedir a Deus que nos ajude a vivermos este compromisso. – Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!
L 1  -  Vamos meditar os passos de Jesus rumo ao Calvário, refletindo sobre os passos de tantos filhos e filhas de Deus condenados à morte pela humilhação e pela violência do tráfico: de órgãos, de adoção ilegal de crianças, para o trabalho escravo e para exploração sexual.
L 2  -  A CF 2014 que nos dar a consciência de que devemos lutar com todas as nossas forças contra as injustiças, violências e abusos à dignidade humana.
L 3  -  A Igreja do Brasil quer que sejamos profetas, corajosos em denunciar e impedir essas situações contrárias à vontade e ao amor de Deus.

A – Em nossa Via Sacra, rezemos pedindo a Deus a conversão do nosso coração para sermos fraternos ao próximo. E nos façamos solidários aos sofrimentos dos irmãos e irmãs vitimados pelo tráfico humano.

Canto final: Hino da CF 2014.
1ª estação – Jesus é condenado à morte
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles prevaleceu. Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam [...] e entregou Jesus à vontade deles” (Lc 23,23-25b).
L 2  -  A multidão pede que Jesus seja pregado na cruz. Quando o povo não se une para lutar e defender a vida, fica a favor da morte, deixa que o mal vença. Quem se cala diante da opressão se coloca do lado do opressor!
L 3  -  Muitas pessoas são traficadas, abusadas e humilhadas porque os cristãos cruzam os braços diante da injustiça no mundo e têm medo de denunciar e combater a maldade.
A  -  Ó, Deus, nosso Pai e Criador, tende piedade de nós, quando condenamos vosso Filho à morte na carne dos irmãos e irmãs traficados. Perdoai-nos quando nos silenciamos diante da crueldade humana e não somos capazes de denunciar e combater o mal como teu Filho o fez. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Mãe dos desamparados, ajuda-nos a sermos solidários com os que sofrem.

Canto final: A morrer crucificado/ teu Jesus é condenado,/ por teus crimes, pecador.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Cuspiram nele e, pegando a vara, bateram-lhe na cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e o vestiram com suas próprias roupas” (Mt 27,30-31).
L 2  -  Os soldados humilhavam Jesus. Na mesma situação de humilhação, vemos hoje tantos irmãos e irmãs traficados, por vezes retirados de sua família e forçados a agirem contra a própria vontade.
L 3  -  Os cristãos não podem se conformar com tais humilhações ao outro, devem combater, a exemplo de Jesus, explorações e violências como essas, que destroem as vidas dos filhos e filhas de Deus.
A  -  Ó, Deus, Pai amoroso, na força do Espírito Santo, ajudai-nos a defender a família como o lugar da vida, da partilha e do amor. Que nenhuma família seja destruída pela humilhação, pela violência e pelo tráfico humano. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Mãe de Nazaré, vela pelas famílias, para que sejam imagens de tua Família Sagrada.

Canto final: Com a cruz é carregado/ e do peso acabrunhado,/ vai morrer por teu amor.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
3ª estação – Jesus cai pela primeira vez
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Ele foi um pouco mais adiante , caiu com o rosto por terra e orou: ‘Meu Pai, se possível, que este cálice passe de mim. Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres’” (Mt 26,39).
L 2  -  Jesus, caído na terra, orava. Tantos irmãos e irmãs traficados só têm a oração como conforto. Rezam dia e noite pedindo a libertação de seu sofrimento.
L 3  -  Ao pedir que o Pai faça a sua vontade, Jesus sabe que o Pai não quer a sua morte, mas sabe também que, se é preciso morrer para libertar os filhos e filhas do Pai, então aceita por amor essa vontade e os liberta.
A  -  Ó, Deus de compaixão, que não quereis a morte de ninguém, mas a vida em abundância, olhai com misericórdia os irmãos e irmãs que oram a vós dia e noite, caídos na opressão. E ajudai a nós, cristãos, para agirmos como teu Filho no auxílio e libertação dos que sofrem. Isso vos pedimos em nome de Jesus, Nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Consoladora dos aflitos, teu coração de Mãe nos ensine a sermos filhos como teu Filho.

Canto final: Pela cruz tão oprimido/ cai Jesus desfalecido/ pela tua salvação.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
4ª estação – Jesus se encontra com sua mãe
A – Nós vos adoramos ó Cristo, e vos bendizemos!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe: ‘Este menino será causa de queda e de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição – uma espada traspassará a tua alma” – e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações’” (Lc 2,34-35).
L 2  -  Uma espada há de lhe atravessar a alma. Ó, como é grande a dor de uma mãe e de um pai que têm o seu filho ou sua filha traficados, tirados de seu lar para serem escravizados e abusados!
L 3  -  Quem não chora ao ver uma mãe assim como a Mãe de Jesus? Dói no peito, dá um aperto na garganta! Maria está ali junto ao Filho que sofre. O discípulo e a discípula de Jesus devem estar onde Ele está sofrendo!
A  -  Ó, Deus, vós que tendes um coração de mãe, amparai as mães e os pais que sofrem pelos filhos tirados de seu convívio. E dai aos cristãos e cristãs um coração sensível à dor de vosso Filho, que sofre no próximo. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Mãe Dolorosa, ensina-nos a termos um coração como o teu: ainda que transpassado de dor, sempre presente junto aos que sofrem.

Canto final: De Maria lacrimosa/ no encontro lastimoso/ vê a viva compaixão.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
5ª estação – Simão, o “Cirineu”, ajuda Jesus a carregar a cruz
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e mandaram-no carregar a cruz atrás de Jesus” (Lc 23,26).
L 2  -  Forçaram o “Cirineu” a carregar a cruz de Jesus. A tradição cristã nos fala da atitude de compaixão do “Cirineu”. Embora obrigado a ajudar Jesus, quando dele se aproxima, tem o coração convertido e passa a compartilhar aquele sofrimento no gesto concreto de ajudar a carregar a cruz.
L 3  -  Tomar a cruz de Jesus implica sofrer como Ele e com Ele! Quem carrega a cruz, libertando os que sofrem, compartilha dos sofrimentos deles. Assim deu-nos o exemplo a Bem-Aventurada Madre Tereza de Calcutá, que compartilhou os sofrimentos de Cristo servindo aos mais pobres. Em nossa realidade, esse serviço se volta para os atingidos pelas diferentes modalidades de tráfico humano.
A  -  Ó, Deus, Pai misericordioso, tocai o nosso coração como tocastes o coração do Cirineu, fazendo-o amar e sofrer com vosso Filho. Dai viver como tantos santos homens e santas mulheres viveram: carregando a cruz dos pobres e sofredores deste mundo. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Mãe dos pobres e desvalidos, ajuda-nos a servir como serviste na casa de Isabel.

Canto final: Em extremo, desmaiado/ deve auxilio tão cansado/ receber do Cireneu.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
6ª estação – Verônica enxuga o rosto de Jesus
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Não fazia vista, nem tinha beleza a atrair o olhar, não tinha aparência que agradasse. Era o mais desprezado e abandonado de todos, homem do sofrimento, experimentado na dor, indivíduo de quem a gente desvia o olhar, repelente, dele nem tomamos conhecimento. Eram na verdade os nossos sofrimentos que ele carregava, eram as nossas dores, que levava às costas” (Is 53,2-4). Uma piedosa mulher enxugou o rosto de Jesus.
L 2  -  Muitos “enxugam o rosto de Jesus” libertando, salvando e compartilhando as dores dos que sofrem: muitas comunidades, pastorais e movimentos da Igreja levam vida aos que nada têm, como as tantas iniciativas eclesiais voltadas ao cuidado com as pessoas vitimadas pelo tráfico humano.
L 3  -  Podemos e devemos reforçar essas iniciativas que põem em prática radicalmente a palavra de Jesus: “todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos foi a mim que o fizestes!” (Mt 25,40).
A  -  Ó, Deus, vós que sois a nossa fortaleza e continuais a renovar a vossa Igreja chamando homens e mulheres a realizar o projeto de amor de vosso reino, fazei com que surjam cada vez mais comunidades de discípulos autênticos de vosso Filho. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Mãe dos discípulos de Jesus, ensina-nos a vermos nos pobres e sofredores o rosto de teu bendito Filho.

Canto final: O seu rosto ensanguentado/ por Verônica enxugado,/ contemplemos com amor.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
7ª estação – Jesus cai pela segunda vez
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação” (Hb 2,18).
L 2  -  Jesus não suporta a dor e o peso da cruz: cai pela segunda vez. Jesus cai por terra para levantar o homem e a mulher caídos pelo peso dos males e pecados. Todos os dias somos tentados a viver no egoísmo, na maldade, na mentira, na falta de amor e compaixão. Alguns pensam que a riqueza a qualquer custo está acima da vida humana, a ponto de atentarem contra a sua dignidade, escravizando pessoas.
L 3  -  Jesus morreu para destruir o pecado em nós. Ele nos deu o seu Espírito Santo para nos fortalecer e podermos dizer não ao mal, abandonando a vida de pecado!
A  -  Ó, Deus, vós que em Jesus tirastes o pecado do mundo, olhai para nós qual filhos pródigos que tantas vezes enveredamos por caminhos geradores de morte e destruição. Concedei-nos o retorno à vossa casa, o arrependimento sincero e a mudança de vida. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, refúgio dos pecadores, vela por nós que acabamos caindo, nos perdendo e levando outros a se perder; ajudai-nos a voltar para os braços do Pai misericordioso..

Canto final: outra vez desfalecido,/ pelas dores abatido,/ cai por terra o Salvador.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
8ª estação – Jesus consola as mulheres
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Seguia-o uma grande multidão do povo, bem como de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. Jesus, porém, voltou-se para elas e disse: “Mulheres de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! [...] Pois, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?’”(Lc 23,27-28).
L 2  -  Jesus diz às mulheres: “Chorais por vós mesmas e vossos filhos” Ele diz isso porque o ser humano se faz preguiçoso e deixa-se vencer  e abater pelo mal. A consolação que Jesus faz a essas mulheres é uma advertência: “se matam um filho assim, que coisa pior não farão com os pais?”
L 3  -  Se não lutarmos com todas as forças contra o mal, ele cresce a cada dia.. É preciso lutar contra a ganância, a violência e a opressão. Se não, continuaremos a chorar por nós mesmos e por nossos filhos!
A  -  Ó, Deus, a cruz de Jesus é um grito contra a violência do coração do homem. Vós que sois o bem invencível, ajudai-nos a vencer o mal praticando o bem e combatendo a miséria, a injustiça e a violência. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Senhora das Dores, com Jesus teu coração foi morto na cruz. Ajuda-nos a sermos corajosos para vencer o mal com a fé que Jesus nos deu!

Canto final: Das mulheres piedosas,/ de Sião filhas chorosas,/ é Jesus consolador.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
9ª estação – Jesus cai pela terceira vez
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Eram na verdade os nossos  sofrimentos que ele carregava, eram as nossas dores que levava às costas. E a gente achava que ele era um castigado, alguém por Deus ferido e massacrado” (Is 53,4).
L 2  -  As pessoas que acompanhavam Jesus ao calvário pensavam que Ele era ferido e castigado por Deus. Muitas pessoas pensam que a violência, a guerra e a fome são culpa d’Ele, castigo divino, e não consequência da injustiça social.
L 3  -  Jesus nos ensinou que a violência, a maldade, a falta de solidariedade vêm de dentro do coração orgulhoso e egoísta do ser humano. Essas atitudes não fazem parte do projeto de Deus!
A  -  Ó, Deus, vós que desejais vida digna  a todos os vossos filhos e filhas, ajudai-nos a expressar o amor a Vós amando nossos irmãos e irmãs, principalmente os vitimados pelo tráfico humano. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, que tiveste um coração imaculado e manso, ajuda-nos a sermos bons e amar-nos uns aos outros.

Canto final: Cai terceira vez prostrado/ pelo peso redobrado/ dos pecados e da cruz.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
10ª estação – Jesus é despido de suas vestes
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Depois que crucificaram  Jesus, os soldados pegaram suas vestes e as dividiram  em  quatro partes, uma  para  cada  soldado. A túnica era feita sem  costura, uma peça só de cima  em baixo. Eles  combinaram: ‘Não vamos rasgar a túnica. Vamos tirar sorte para ver de quem será’.. Assim  cumpriu-se a Escritura: ‘Repartiram entre si as minhas vestes e tiraram a sorte sobre minha túnica’” (Jo 19,23-24).
L 2  -  A túnica de Jesus  representa a sua dignidade. Os soldados a tiraram, repartiram-na entre eles e jogaram-na à sorte, como se ela fosse um objeto qualquer.
L 3  -  A mesma  coisa acontece com os irmãos e irmãs sequestrados, traficados, explorados e abusados. Suas vidas e dignidade são desrespeitadas como se eles fossem objetos.
A  -  Ó, Deus, vós que sois o doador da vida e nos criastes a vossa imagem e semelhança dai a cada homem e mulher reconhecer o valor inestimável da vida e da dignidade humana. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Senhora do Amparo, ampara os que são espoliados e que têm suas vidas tiradas antes do tempo.

Canto final: Das suas vestes despojado,/ por algozes maltratado,/ eu vos vejo, meu Jesus.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
11ª estação – Jesus é pregado na cruz
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer Calvário. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, repartiram as suas vestes  tirando a sorte. E ficaram ali sentados, montando guarda”  (Mt 27,33-36).
L 2  -  Crucificaram Jesus e  ficaram vigiando. Tinham medo que alguém o libertasse da cruz. Nossas leis muitas vezes são injustas, protegem aqueles que fazem o mal impedindo que a justiça aconteça.
L 3  -  Devemos cobrar de nossos governantes leis justas, que defendam os princípios da ética e  da igualdade.
A  -  Ó, Deus, vós que sois justo e conheceis os caminhos dos homens e mulheres deste mundo, iluminai nossos governantes para que, com prudência e justiça, exerçam  sua vocação de políticos e legisladores. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Sede da Sabedoria, ensina-nos a procurarmos o bem com todas as nossas forças.

Canto final: Sois por mim  na cruz pregado/ insultado, blasfemado/ com cegueira e com furor.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
12ª estação – Jesus morre na cruz
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Jesus deu um forte grito: ‘Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito’. Dizendo isto, expirou. O centurião, vendo o que acontecera, glorificou a Deus dizendo: ‘Realmente! Este homem era justo!’” (Lc 23,46-48).
L 2  -  A morte natural é parte da nossa trajetória. Mas muitos os assassinados, morreram não porque “chegou a hora”, como muitos costumam dizer, mas foram vítimas da injustiça. Jesus e muitos que foram traficados e escravizados perdem a vida antes do tempo!
L 3  -  O quinto mandamento da lei de Deus proíbe matar Ninguém  possui esse direito. Peçamos perdão por tantas vidas tiradas antes do tempo.
T – Senhor tende piedade de nós!
A  -  Ó, Deus, a morte do vosso Filho é um grito levantado ao céu como o sangue de Abel,, o justo, que foi assassinado por seu irmão. Dai a cada um de nós a consciência de que a morte do justo não passará despercebida e nem ficará impune diante de vós. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Rainha dos Mártires, ensina-nos a lutar pela justiça e a não ficar indiferentes diante da morte de inocentes.

Canto final: Por meus crimes padecestes,/ eu Jesus, por mim morrestes./ Ó, quão grande é minha dor.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
13ª estação – Jesus é descido da cruz
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Um dos soldados, vendo que Jesus já estava morto, furou o seu lado com uma lança. No mesmo instante, saiu sangue e água. José de Arimatéia pediu licença a Pilatos para tirar o corpo de Jesus, e retirou-o (Jo 19,34;38). A mãe de Jesus recebe o Filho morto em seus braços.
L 2  -  A dor de Maria nesse momento, ao receber o filho morto nos braços, é como a dor de tantas mães, que veem seus filhos maltratados por uma vivência de privações, exauridos pelo trabalho escravo, assassinados por matadores de aluguel. A dor é muito profunda.
L 3  -  Do coração de Jesus sai sangue e água, símbolos do nascimento da Igreja, que é alimentada com o Corpo e Sangue de Jesus.
L 1  -  Na Eucaristia, recebemos esse mesmo Corpo torturado, assassinado, que José de Arimatéia tirou da cruz, mas que está ressuscitado e glorioso pelo poder de Deus.
L 2  -  Comungamos o “Corpo da vida”, porque Deus quer que todos os seus filhos e filhas tenham “a vida em abundância” (Jo 10,10)!
A  -  Ó, Deus, que do lado aberto de Jesus fizestes nascer  a vossa Igreja, dai-nos que, ao comungar do Corpo e Sangue do vosso Filho, participemos de sua morte e ressurreição e, assim, também nos doemos para que os que sofrem possam viver e ressuscitar. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Senhora Aparecida, ajuda-nos a não deixar faltar o pão de cada dia aos nossos irmãos e irmãs que morrem de fome, assim como vosso Filho nos alimentou com o Pão da vida.

Canto final: Do madeiro vos tiraram/ e á Mãe vos entregaram/ com que dor e compaixão.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
14ª estação – Jesus é sepultado
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Nicodemos  e José de  Arimatéia  pegaram o corpo de  Jesus e o  enrolaram em  lençóis  nos quais  haviam espalhado perfumes. Era assim que os judeus preparavam os  corpos para serem  enterrados. E  sepultaram Jesus num túmulo novo num  jardim”  (Jo 19,39-41).
L 2  -  O jardim onde  sepultaram Jesus e  onde ele ressuscitou  é  imagem daquele  Jardim do  Éden,  do  qual Adão e  Eva foram expulsos pelo pecado. Jesus devolve ao ser humano “a vida no jardim”, isto é, a vida junto com Deus.
L 3  -  O amor  de Deus é mais forte que  o pecado e  a morte! O amor Dele nos quer felizes e a felicidade verdadeira só é possível quando estamos ligados com Deus.
L 1  -  Ainda  que  no  mundo  tenhamos sofrimentos, lembremo-nos o que  disse Jesus: “em mim, tenhais a paz. No mundo terei aflições. Mas tende  coragem!  Eu  venci o  mundo” (Jo 16,33).
A  -  Ó, Deus da esperança,  fortalecei a  nossa  fé e o desejo de libertação.  Ajudai-nos a sermos profetas da esperança, como foi São Francisco de Assis, e instrumentos de vossa paz, levando amor onde há duvida, verdade onde    erros, esperança onde  há desespero, alegria onde    tristeza, luz  onde  há trevas. Isso vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, Virgem da Esperança, ajuda-nos a nunca desanimar na luta pelo bem, pela paz e pela promoção da dignidade humana.

Canto final: No sepulcro vos puseram,/ mas os homens tudo esperam/ no mistério da paixão.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
15ª estação – Jesus ressuscitou
A – Nós vos adoramos e vos bendizemos, Senhor Jesus!
T – Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

L 1  -  “Por  que procurais entre  os mortos aquele que está  vivo?  Não  está  aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do  que  Ele  vos falou, quando  ainda  estava na Galiléia: ‘É necessário o Filho do Homem ser entregue nas mãos dos pecadores, ser  crucificado e, no terceiro dia,  ressuscitar’”  (Lc 24,5b-7).
L 2  -  “Lembrai-vos do que Ele  falou”,  disseram os anjos às mulheres  que foram procurar  o corpo de Jesus morto.  Experimentar a ressurreição de Jesus em nós mesmos é ter sempre presente em nós as Palavras d’Ele.  É recordar a praticar o que Ele fez, ensinou e revelou.
L 3  -  “Vitorioso, Ressuscitou! Após três  dias à vida  Ele voltou! Ressuscitado, não morre mais. Está junto do  Pai, pois Ele é  o  Filho eterno. Mas Ele vive em cada lar e onde se  encontrar um coração  fraterno”!
T – “Proclamamos que Jesus de Nazaré, glorioso e triunfante Deus conosco está! Ele  é  o Cristo e a razão da nossa     e um dia  voltará”
A  -  Ó, Deus da ressurreição, fazei com que nossos irmãos e irmãs  que  sofrem a  violência do tráfico humano, da opressão e da injustiça experimentem a ressurreição do vosso Filho,  por meio da nossa    e  esperança na ressurreição, a transformar este mundo,  fazendo com que seja mais   justo  e  fraterno. Isso nós vos pedimos em nome de Jesus, nosso Senhor.

T – Amém!
T – Ó, Maria, bendita para sempre, ajuda-nos a recordar sempre a misericórdia que Deus teve com nosso pai Abraão e todos nós seus descendentes.

Canto final: Meu Jesus, por vossos passos,/ recebei em vossos braços/ a mim, pobre pecador.
Pela Virgem dolorosa,/ vossa Mãe tão piedosa,/ perdoai-me, meu Jesus.
A  -  Irmãos  e irmãs, ao concluirmos  nossa Via Sacra, peçamos  ao  Senhor que a contemplação dos  mistérios de sua Paixão Redentora possa gerar em nós frutos de conversão pessoal e social. Sejamos agentes de libertação, como Jesus o foi. Para isso, vamos rezar com fé, amor e confiança a oração  que Ele mesmo  nos ensinou e a oração da  CF  2014.
Pai nosso ...

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